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EDICONSELHO: as bases do EDI


A utilização do EDI está alargada a inúmeras indústrias, mas tem uma especial penetração nos setores do retalho (supermercados, grandes superfícies, distribuidores, etc.), Automóvel (fabricantes de veículos, de componentes, concessionários, etc.), Serviços de saúde (Hospitais, centros de saúde, clínicas, farmacêuticas, etc.) e Transportes.

Se a sua empresa mantém relações comerciais com empresas de algum destes setores, é possível que as mesmas já estejam a trabalhar com o EDI e possam encontrar uma via para melhorar a sua comunicação.

Como se utiliza o EDI nas mensagens entre fornecedor e cliente: encomendas, guias de remessa, confirmações de receção de mercadoria ou faturas?

Ainda que todos os setores utilizem os mesmos documentos, é possível que haja alguns onde a existência das encomendas seja obrigatória e, outros, onde a nota de receção e mercadoria seja opcional. De igual modo, alguns documentos contam com informação diferente de acordo com o setor ou tipo de intercâmbio (reposição de frescos, peixe, etc.).

Em todo o caso, quando, por exemplo, uma grande superfície solicita ao seu fornecedor a reposição de leite, quando um Hospital solicita ao seu fornecedor de material cirúrgico o envio de novos materiais ou quando um fabricante de veículos solicita ao seu fornecedor novos pneus, todos eles têm um aspeto em comum: o envio da fatura.

SERES EDIBaseCadenaSuministroA lógica baseia-se no facto do cliente, se seguimos o exemplo do fabricante de veículos, efetuar uma encomenda de mercadoria (ORDERS), na qual detalha o número de pneu que quer comprar. Essa encomenda indicará a quantidade solicitada, os modelos, as características, etc. O fornecedor de pneu enviará a mercadoria e responderá com uma guia de remessa (DESADV) que descreve os produtos enviados. A guia de remessa pode conter informação a dois níveis, o básico e o logístico, onde se indica a organização do material em detalhe, paletes, caixas, etc. A fábrica, depois de receber os pneu, enviará uma confirmação de receção de mercadoria (RECADV) que é essencial, pois indicará as discrepâncias, caso existiam (por exemplo, se recebe 80 pneu em vez de 100 ou se o modelo de 4 destes não é o solicitado). Após a verificação, o fornecedor emitirá a fatura de venda (INVOIC) com as correções correspondentes.

O terceiro ator: a transportadora / Operador Logístico

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Um projeto EDI não permite apenas gerir a relação entre o fornecedor e o cliente. Nesta relação é normal que participe uma empresa de transporte ou logística que envia a mercadoria física ao centro logístico do cliente.

Além dos documentos mencionados, no ambiente logístico também se utiliza o aviso de expedição (DESADV), a instrução para expedição (INSDES), relatório da situação da nota de encomenda (OSTRPT), situação de transporte (IFTSTA), previsão de necessidades ou consumos, programação de entregas, resposta ao programa de entregas (DELFOR), etc.

Este intercâmbio de informação em tempo real permite melhorar os cálculos para otimizar tempos, espaços e recursos humanos e económicos. A maioria de operadores logísticos, devido à condição dos seus clientes e à quantidade de bens que transportam, trabalham com o EDI.